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“Bendito o incômodo que te fez querer mudar”

  • Foto do escritor: Dra. Heiby Schiavinato
    Dra. Heiby Schiavinato
  • 2 de mar.
  • 1 min de leitura

Bendito o incômodo, porque ele não vem para destruir, mas para interromper.

Interromper repetições automáticas, silêncios antigos, acomodações que já não sustentam o desejo.


Na psicanálise, o incômodo é sinal de que algo do sujeito não se encaixa mais na forma como ele vinha vivendo. É quando o sintoma deixa de ser apenas suportado e passa a ser escutado. Quando o mal-estar deixa de ser anestesiado e começa a ser interrogado.


Não é o conforto que produz transformação.

É o estranhamento.

É a angústia que aponta que há vida pulsando, pedindo passagem.


O incômodo é a fenda por onde o desejo pode emergir. Ele marca o momento em que o sujeito já não consegue mais ser quem era — mas ainda não sabe quem pode vir a ser. É exatamente aí que algo novo se anuncia.


Por isso, bendito o incômodo.

Não porque ele doa, mas porque ele revela.

Não porque ele seja fácil, mas porque ele é honesto.


Toda mudança verdadeira começa quando o sujeito para de perguntar “como faço para isso parar?” e começa a se perguntar “o que isso quer me dizer sobre mim?”.


O incômodo não é o fim.

É o início do movimento.

 
 
 

Comentários


Na Psicanálise, não se trabalha com diagnósticos como rótulos fechados. Termos amplamente utilizados na medicina e na psicologia, como ansiedade, depressão ou TOC, são aqui compreendidos como formas de sofrimento psíquico que se manifestam de maneira singular em cada sujeito.

O trabalho psicanalítico volta-se à escuta da história, dos vínculos e dos sentidos inconscientes implicados nesses sofrimentos

© 2026 por Heiby Schiavanato. 

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